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A reabilitação é um domínio particularmente sensível e carente de oferta na nossa área de intervenção, os concelhos de Almada e Seixal. Sem rodeios, mas com a noção das responsabilidades que daí advém, foi colocado como objectivo prioritário do NAS a construção de um Centro de Reabilitação que dê respostas cabais às crinaças e jovens com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins. A realidade mais crua resume-se numa oferta limitada no tempo e na idade das crianças, à Unidade de Medicina Física do Hospital Garcia de Orta. Torna-se vital procurar respostas que proporcionem a estas pessoas um acompanhamento efectivo, alargado, multidisciplinar e seguro para o futuro. A inércia das últimas décadas levou a que o problema se avolumasse e agora não podem restar dúvidas sobre o caminho a tomar.
Que Centro de Reabilitação? Um Centro que congregue as mais variadas valências e campos de intervenção terapêutica, que proporcione técnicas terapêuticas modernas e adequadas a cada indivíduo, que faça a ponte para a integração comunitária e que não acarrete encargos excessivamente onerosos às famílias.

É neste local privilegiado da freguesia de Corroios, junto à Rua do Trevo, mesmo na fronteira entre os Concelhos de Almada e Seixal, que se encontra o terreno onde será erguido o Centro de Reabilitação.
O caminho não tem sido simples, as portas a que se bate precisam ser “oleadas”, mas nem por isso a vontade de continuar diminui. Até chegarmos aqui, e com a consciência de que o caminho ainda agora está no início, já passamos por vários gabinetes onde as decisões podem e têm de ser tomadas, desde as Câmaras Municipais de Almada e Seixal, as várias Juntas de Freguesia dos dois Concelhos, a Segurança Social e o Governo Civil de Setúbal, o S.N.R.I.P.D., o Hospital Garcia de Orta, nomeadamente com a equipa de Neuropediatras…
Em todos estes contactos a receptividade e o comprometimento, foram notórios, não só pela necessidade real desta valência nesta área, bem como pela responsabilidade que todos estes organismos têm de apoiar este tipo de projectos.
Estamos a entrar numa nova fase… A fase de iniciar os projectos de arquitectura e especialidades, a fase de angariar fundos, que sejam de facto reais, e não como os de alguns programas de incentivos que servem apenas aqueles cujos projectos, sem questionar a importância dos mesmos, já estavam debaixo da gaveta a aguardar os anúncios oficiais de abertura.
Mas o nosso fim supera todos os obstáculos, uns mais depressa outros mais devagar, mas “tijolo a tijolo” a obra vai surgindo, e há-de ser concluída com sucesso.
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